Mestre Philippe por seus discípulos

“E também, como já vos disse, o ensinamento de M. Philippe resumia-se em poucas, pouquíssima coisas. De um só ponto tudo dependia: a automodificação, a forja, a modelagem, a têmpera pessoal até que a criatura fosse a ausência do egoísmo e o amor integral, a bondade total para com o semelhante. Porque, sem isso, tudo é necessariamente falso: chamado à morte, ciências e virtudes, atos e teorias ou pensamentos, vida ou felicidade, tudo enfim: com isso, tudo nos é dado: progresso, harmonia, poder, felicidade e possibilidade de tornar outros felizes e conhecimento progressivo de tudo, do mundo, dos homens e de Deus”.

“juro que isso é tudo e que M. Philippe não ensinou, nem praticou, nada diferente. Como Ele, porém, já ia alto sobre esta rota, tão alto que não se pode dizer se Ele já se encontrava nas imediações do cume, ou se já o ultrapassara, enquanto nós estamos cá em baixo, possuía Ele, portanto, esse conhecimento, esse  poder do qual lhes falei acima e com o qual sonha o nosso desejo; Ele realizava, pelos seus feitos benfazejos, curas morais e físicas, atos de ciência ou de milagre (vale dizer superciência para nós), dando provas de que era verdadeiro o seu ensinamento”. (Docteur Lalande: Marc Haven)

“Eis um dos conceitos de Philippe: “Para construirmos uma casa, precisamos começar pela base, porque tudo ruirá, se a começarmos por cima. Seria indispensável possuir materiais; esses materiais são o amar ao semelhante como a si mesmo”. São esses materiais que, com mais freqüência, nos faltam. (Mme. Marie Lalande: Mes souvenirs de Maítre Philippe).

 

 

Mestre Philippe acompanhado de alguns discípulos

 

“Sua doutrina era unicamente o Evangelho e ele estimava os outros livros na proporção em que concordavam com esse ensinamento. Ele proclamava a divindade única de Jesus. Sua sabedoria universal e a perpetuidade de sua obra redentora. Ele aceitava, ao pé da letra, os relatos dos apóstolos, dando por supérfluas as exegeses modernas. “Se nos esforçamos, dizia, para amar ao próximo como a nós mesmos, o Céu nos desvenderá o verdadeiro sentido dos textos”.

Ele fazia, às vezes, breves comentários sobre as Escrituras, com uma feição tão nova e viva, que ofereciam a propriedade singular de responder, simultaneamente, às variantes dos originais e de conciliar as divergências dos tradutores e comentaristas.

Infelizmente, por julgar seus contemporâneos demasiadamente imbuídos de intelectualismo, e considerar que só a prática da virtude pode levar-nos à perfeição, mostrava-se pouco pródigo em discursos; ele colocava, antes de tudo, o amor fraterno, até mesmo antes da prece e da própria fé. “É a caridade, dizia, que gera a verdadeira fé e nos ensina a prece; a prece, sem caridade, é fácil e a fé, sem caridade, não é fé”.

Fonte: do livro O Mestre Philippe de Lyon –  vol. I - texto Um Desconhecido de Paul Sédir, pág. 70

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Cagliostro

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